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Corporações // Apresentação sumária dos CBs (enfoque no período)

• BVL       Bombeiros Voluntários de Lisboa

• BVA      Bombeiros Voluntários da Ajuda

• BVL      Bombeiros Voluntários Lisbonenses

• BVCO    Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique

• BVCM   Bombeiros Voluntários da Cruz de Malta

• BVBO       Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais (designação desde 2010: Bombeiros Voluntários do Beato)

• BVCR       Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo

Para leitura dos dados disponíveis relativamente a cada viatura: pousar o ponteiro do rato sobre o tipo de informação desejada,

nas tabelas respectivas

For watching the available data, with regard for a particular apparatus: pause the mouse pointer on the category sought,

in the table concerned

BVCM - Bombeiros Voluntários da Cruz de Malta

F01a

F01b

F01c

F01a/F01b: Interpretação criativa de um Studebaker comercial de 1925, convertido em Pronto-Socorro (assim então designado) sob projecto dos BVCM e inaugurado em 1936, a partir de uma viatura privada de transportes públicos oriunda da vila da Lourinhã. Esta viatura de socorro, de características únicas no panorama nacional, combina as valências de transporte de pessoal e de ambulância rudimentar para um   doente ou sinistrado. Numa 1ª fase, entre 1936 e 1942, permitia o transporte simultâneo de : 1 motorista + 7 outros bombeiros/socorristas (dos quais 6 em cadeiras individuais laterais sobre caixa traseira aberta). Dispunha de uma célula sanitária improvisada no eixo centrar da caixa aberta traseira, entre a base da plataforma traseira e o topo da viatura. Aparentemente seria usada uma cobertura de lona como invólucro da célula (concepção porventura inspirada nas antigas macas rodadas de tracção manual, das quais os BVCM possuíam pelo menos uma…). De acordo com a imprensa da época os encargos com esta aquisição e transformação (cerca de 4 000 Escudos) foram suportados pela então Delegação da Cruz de Malta em Porto Amélia (Moçambique), cujo Comandante do CB local teria alegadamente exercido também e interinamente iguais funções em Lisboa. Desta originalíssima viatura não existem imagens integrais (apenas vistas parciais muito incompletas) aqui constando pois uma interpretação artística do carroçamento de 1936, incluindo detalhe relativo ao acesso traseiro à célula sanitária improvisada.

 

F01c: Esta imagem de Julho de 1940 documenta o papel da viatura (na sua versão com “caixa traseira aberta; entre 1936 e 1942) num exercício de evacuação de sinistrados em contexto de guerra química. Tal simulacro, repetido por várias vezes em Portugal nos anos 1940-1942, reflectia a preocupação das Autoridades perante uma ameaça típica do apogeu da II Guerra Mundial: o bombardeamento aéreo das áreas urbanas com engenhos libertadores de gases tóxicos; como se pode ver os socorristas usam máscaras de filtro, a par dos tradicionais capacetes de latão embora nenhuns outros meios de protecção individual.

 

 

F01d: A viatura seria novamente transformada em 1942, mediante o fecho de parte da secção traseira para nela conter todo o equipamento respeitante ao hospital de campanha móvel então operado pelos BVCM; nesta fase a secção frontal transportava: 2 + 3 bombeiros/socorristas, em 2 bancos transversais (desconhecendo-se porém se em caixa aberta ou fechada). Esta imagem respeita à inauguração da nova versão, à porta do quartel à data. Desconhece-se a data do abate ao serviço activo bem como o posterior destino da viatura.

 

 

F01a/F01b: Creative interpretation of a 1925 Studebaker light duty truck, converted into a first-aid responder (Pronto-Socorro, as then named) under design of the Cruz de Malta FD. Originally the truck was  a privately operated public transportation unit, at the village of Lourinhã. This apparatus, of a unique profile within the framework of Portuguese FDs, combined the roles of both a personnel carrier and a single patient ambulance. During the first period of operation by the Cruz de Malta VFD (1936-1942) the rig could simultaneously carry: 1 driver + 7 other FFs/Rescuers (of which 6 seating in individual chairs along both sides of the open rear body). It also carried an in-built makeshift sanitary cell, centrally located on the rear open platform, from ground to top. Apparently a canvas cover was used to provide shelter to the cell (this concept was probably inspired in the design of the old hand-drawn wheeled stretchers, one of which at least was held by the Cruz de Malta VFD…). According to the media of that time the costs for the purchase and conversion of the rig (about 4000 PT Escudos) were born by the Cruz de Malta Delegation

At Porto Amélia (Mozambique), which local Fire Chief would also have been the acting Fire Chief for  Lisbon’s Cruz de Malta VFD. There are no full pictures of this very peculiar apparatus (only partial ones, of a poor quality are available); therefore what is delivered in here is an artistic interpretation of what could have been the 1936 bodywork, including a view for the rear access to the rudimentary sanitary cell.

 

F01c: This picture elucidates the role of this apparatus (the “open box version” of it; between 1936-1942), at one simulation exercise in July 1940 involving the evacuation of casualties, in a context of chemical warfare. This type of operations, which was performed a number of times in Portugal in the years 1940-1942, reflected the concern at that time by the Authorities about a typical threat during the more critical times of WWII: planes bombing urban areas with toxic gases devices. As it can be seen the rescuers wear plain filter masks, along with the traditional Portuguese brass helmets, while no other means of individual protection are used.

 

F01d: The apparatus was transformed again in 1942, by means of enclosing the full rear section, so that it could house under cover the full gear pertaining to the mobile field hospital which was then operated by the Cruz de Malta VFD. In this new version the front section would carry 2 + 3 FFs/Rescuers, seating in two transversal seats (not clear if, whether or not, the personnel would ride in a fully enclosed. This picture illustrates the inauguration ceremony (in front of the then Fire-house). The date of the end of the rig’s operational activity is not known, neither its future ownership or operation could be traced.

 

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O futuro: algumas viaturas post 1979

The future: some post-1979 apparatus

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F93

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